Memórias de uma torcida apaixonada

Atualizado: Jul 25

Quem é gremista sabe o quão importante é o apoio na cancha, a festa, a cantoria e os recebimentos. Atualmente,muita coisa mudou. O futebol moderno acabou com o que tinha de mais bonito e marcante no estádio e, qualquer coisa gera punição aos clubes e aos torcedores. Pensando nisso, com a ajuda do meu amigo Thiago Bayer, que me deu um grande apoio nesse material todo, decidi saber dos torcedores “das antigas" como era a época do Estádio Olímpico Monumental com tantos recebimentos e festas marcantes da torcida, puxada pela Geral do Grêmio.


Hoje iniciamos com alguém que, era somente torcedor e atualmente é torcedor e repórter. Também temos o relato de uma pessoa que contou como era a visão de dentro do campo, um jogador que é lembrado sempre pela entrega e raça, ainda mais como capitão.


Marco Sperotto Junior, 46 anos

- Quanto tempo frequenta o Estádio? "Frequento o estádio de futebol desde 1980, tinha oito anos de idade quando meu pai me levou para a inauguração do anel superior do Estádio Olímpico, Grêmio x Vasco, era a estreia do Leão no gol com a camisa do Grêmio e a partir dali nunca mais parei de frequentar o estádio de futebol, é claro que, Olímpico e agora Arena né, mais precisamente falando. Tanto como torcedor, depois como repórter e agora como as duas coisas."


- Jogo em que a camisa pesou? "Entre tantos que a gente poderia citar, eu vou citar aqui a vitória por 5 a 0 no Olímpico contra o Palmeiras pela Libertadores e a vitória sobre a Portuguesa no Campeonato Brasileiro, ali a camisa pesou e o Grêmio acabou fazendo os 2x0 que precisava no finalzinho com gol épico do Ailton."


- Melhor lembrança do Estádio Olímpico? "É claro, primeira Libertadores, estava lá a 10 metros do Renato onde ele cruzou a bola pro gol do título. Foi uma noite fria em Porto Alegre, uma noite ao mesmo tempo quente pelo jogo, um jogo pegado, difícil, Peñarol batendo muito. E uma vitória épica né, primeira Libertadores, Porto Alegre em festa, Rio Grande do Sul  em festa. Esse para mim, é o jogo inesquecível, é a melhor lembrança que eu tenho do estádio Olímpico é Grêmio x Peñarol, o Grêmio Campeão da América pela primeira vez."


- Melhor recebimento da torcida? "É complicado, já participamos de tantos né, desde o Olímpico até a Arena mas vou pegar os mais recentes. Tenho aí como lembrança 2017, final da Libertadores contra o Lanús, tava muito linda a festa. Também contra o Cruzeiro em 2016 pela Copa do Brasil, foi outro recebimento que me marcou bastante assim, mais recentemente. Mas é claro que são tantos e tantos, a festa da torcida do Grêmio é tão linda e  sempre deixa a gente emocionado que peguei alguns mais recentes assim né, porque é difícil de colocar O melhor recebimento com uma torcida tão fantástica e tão fanática quanto a do Grêmio.Grande Abraço, dale Tricolor." 


Anderson Simas Luciano, mais conhecido como 'Capitão Tcheco', 43 anos

- Quanto tempo frequenta o Estádio? "Frequento o estádio desde que meu pai e meu avô me levavam, com uns 7/8 anos já comecei a ter essa  sensação de torcedor."


- Jogo em que a camisa pesou? "Acho que todo o jogo que você veste a camisa no vestiário ela já pesa, independente se é um jogo simples ou se é um jogo de final. Você está representando a equipe, na minha concepção você veste o manto e ela já está pesando, é uma responsabilidade sempre muito grande."


- Melhor lembrança do Estádio Olímpico? "Poderia citar aqui algum resultado positivo ou algum GREnal que a gente  ganhou ou algum jogo mais específico. Acho que, a lembrança que tenho mesmo sempre é daquele estádio de clima hostil para os adversários, o torcedor fazendo uma atmosfera bonita né. O Olímpico sempre teve aquela fama de um estádio místico e realmente é, então toda vez que a gente entrava ali e podia jogar naquele gramado, que era um gramado gostoso de jogar, era sempre uma satisfação. Então é essa lembrança que eu tenho do Olímpico né, dizia que fazia parte da minha casa e a grama do Olímpico era o quintal." 


- Melhor recebimento da torcida? "Tem vários né, foram muitos anos jogando mas gostaria de citar que foi na mesma final, com o Boca lá na La Bombonera, que foi uma torcida contra e a volta que foi no Estádio Olímpico né, dois estádios místicos, dois estádios com uma atmosfera muito forte, muito intensa. Então por se tratar de uma final de Libertadores, foi muito bonito de ver a festa de ambas torcidas."


Essas foram as primeiras conversas, mas temos mais algumas de pessoas que foram (e ainda são) super importantes no meio da torcida e se fizeram presentes em uma época onde existia liberdade para torcer.

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