• Ritieli Moura

O fim de uma era vitoriosa entre Grêmio e Renato Portaluppi


(foto: Lucas Uebel/Grêmio)


Não tem mais jeito, acabou. Mas não dá pra negar, foi lindo.


Claro, tiveram altos e baixos, como em todo relacionamento. Há quem diga que pode se fazer uma analogia com uma relação um tanto abusiva, daquelas que você quer e sabe que precisa ter um fim, mas quando ele chega, a dor vem junto, pois o amor é imenso e foram muitos bons momentos vividos.


Mas sim, o fim chegou. E chegou sem dó dos corações apaixonados. Após 4 anos e meio, 1670 dias, entre setembro de 2016 e abril de 2021, Renato Portaluppi deixou o comando do Grêmio.


Às vezes é assim mesmo, não dá pra evitar o desgaste que chega e bagunça tudo, evidenciando a necessidade de mudança. O que nada apaga é a história escrita. E que história! Sob o comando de Portaluppi, o Tricolor voltou a conquistar grandes feitos e chegou a ter o melhor futebol do Brasil.


A escalada vitoriosa teve início já em 2016. Em 7 de dezembro daquele ano, começava a se escrever o capítulo de Renato ídolo como técnico. Na data, o Grêmio levantou sua quinta taça da Copa do Brasil, 15 anos depois da conquista do tetra.


Mas o melhor estava por vir. No ano seguinte, o comandante levou o time de volta ao topo do continente com a conquista do tricampeonato da Libertadores da América, título que já havia conquistado como jogador do clube.


A história deixada por Renato nesta passagem por pouco não foi ainda mais rica. Também em 2017, campeão da América, chegou à final do Mundial de Clubes, diante do Real Madrid, quando o time acabou perdendo por apenas 1 a 0, em gol de bola parada.


A soma de títulos se completou com a Recopa Sul-Americana, em 2018, e com três Campeonatos Gaúchos, 2018, 2019 e 2020.


Mas é claro que não dá pra falar da trajetória do ídolo gremista sem citar os Gre-Nais. Desde 2016, foram 20 clássicos no comando do grupo que adorava destacar que confiava e defendia. As vitórias vieram em oito oportunidades, o mesmo número de empates, e as derrotas aconteceram apenas 4 vezes.


Apesar de um final um pouco conturbado, é indiscutível o sucesso da terceira passagem de Renato Portaluppi no comando do Grêmio. Tá nos escritos da história do clube, no coração da torcida e na esplanada da Arena, em forma de estátua do ídolo.


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