• Vanessa Ritter

O pioneirismo feminino na capital do futsal

O futsal, muitas vezes, é o primeiro contato dos garotos com a bola. É onde se aprende os primeiros fundamentos e desperta em centenas de meninos o sonho de ser jogador de futebol. O que geralmente não se mostra e não se fala, é que esse sonho também está presente na vida de várias meninas. Marcella foi uma delas.


Marcella Biancho começou ainda na infância, somente como brincadeira. Natural de Carlos Barbosa no Rio Grande do Sul, cidade da grande Associação Carlos Barbosa de Futsal (ACBF), via seus amigos ir à escolinha do clube e sentia da mesma vontade em participar dos treinos. Após sua mãe entrar em contato com a coordenação da ACBF, houve todo um cuidado, incluindo reunião, até a permissão ser concedida.

Aos 10 anos de idade, Marcella era a primeira e única menina a participar da escolinha da ACBF. Mesmo assim, como a categoria era masculina, só podia participar de amistosos ou festivais. Por querer mais, depois de dois anos foi jogar no Cristóvão Mendonza, em Caxias do Sul. Eram 50 minutos na estrada que seu pai levava - três vezes por semana e finais de semana - para treinos e jogos.

Depois de também dois anos, saindo de Caxias, ela e um grupo de amigas insistiram para voltar a jogar pela ACBF. Com o pedido atendido pelo clube, voltou a jogar em Carlos Barbosa, agora em uma equipe feminina. Foram 10 anos de ACBF até que chegou a oportunidade de jogar na Itália, na equipe Città di Falconara. Foi uma temporada longe do país, quando em 2019 retornou ao clube da Serra Gaúcha novamente.


(Foto/divulgação)
“Nós estamos ainda em busca do título estadual feminino, batemos na trave várias vezes, porém falta trazer a taça aqui para Carlos Barbosa.”

Segundo Marcella, as dificuldades encontradas são as mesmas da maioria dos times femininos: patrocínio, valorização, tratamento, profissionalização, organização, melhores e mais variados campeonatos. Na equipe, usufruem de toda estrutura da ACBF: quadra, materiais, fardamentos, uniforme de passeio, “tudo do bom e do melhor”. Mesmo assim, ela acredita que estão crescendo e possuem tudo para melhorar.


“Vestir a camisa da ACBF, uma das camisas mais pesadas e históricas do futsal é uma honra e um orgulho, o masculino é o carro chefe da instituição, é um time profissional. O feminino está se caminhando para isso, mas ainda falta muito para isso acontecer”

Sobre 2020, de acordo com a jogadora, o projeto era legal este ano à ABCF. “Com a pandemia vamos ter que deixar para ano que vem. A pandemia nos fez dar um passo para trás, mas com a certeza que futuramente daremos dois para frente", finaliza a jogadora.

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