• Stephany Locatelli

O trabalho de Ariel Holan no Santos

Analisar o início de trabalho de um treinador não é uma tarefa fácil. Isso porque no começo o time, na maioria das vezes, vai oscilar. Terá jogos bons, terá jogos ruins. E fica ainda mais difícil quando esse início de trabalho vem acompanhado de um time que está há mais de uma temporada sem poder contratar. Ariel Holan chegou esse ano no Santos e veio já sabendo dos problemas que o time da Vila enfrenta. Até o momento já foram oito jogos sendo três vitórias, três empates e duas derrotas nas competições que o Peixe disputa: Campeonato Paulista e as eliminatórias da Libertadores.

Em alguns desses jogos, independente do resultado, pode-se ter ideia do que Holan espera do time: um time que rode a bola, que saiba ocupar espaços ao ter a posse de bola sabendo aproveitá-la e que sem a bola pressione e não dê espaços ao adversário. Entretanto, teve jogos, como por exemplo, no jogo de volta da terceira fase da Libertadores contra o San Lorenzo ou mesmo contra a Ponte Preta na última sexta-feira (16) que isso não funcionou. O time nos dois últimos jogos foi displicente, desligado. Entrou em campo dormindo e acabou pagando o preço ao sofrer os gols. Mas, como foi dito antes: oscilar neste momento é normal! Todavia, é claro que os erros cometidos nesses jogos podem ser e creio que serão corrigidos.

foto: Ivan Storti / Santos FC

No Campeonato Paulista, Holan tem rodado o elenco, feito testes com os meninos que estão a disposição. O Paulista não deve ser prioridade. Esses testes precisam acontecer e mais do que isso, com a maratona de jogos que terá pela frente, o elenco precisa ser poupado. A utilização da base é necessária, mas ainda mais necessário é a paciência com os jovens talentos. Aos dezesseis, dezessete anos oscilar em um jogo ou outro também é natural. Tomar cuidado com as críticas nesse início é essencial para a maturação dos garotos, isso não significa que não se pode criticar, mas sim, saber como criticar: esperar que um jogador nessa idade jogue em alto nível em todos os jogos é absurdo. Algo que quero pontuar e que pode dar uma esperança aos desacreditados são as entrevistas que Holan tem dado: ele sabe admitir quando erra e busca melhorar. É justamente a análise que fazemos do lado de cá, não são falas engessadas que a maioria dos treinadores dizem após uma derrota. Por ora, qualquer conclusão definitiva a respeito do trabalho de Ariel Holan no Santos seria injusta. O time alcançou o maior objetivo neste início de temporada que era a classificação para a fase de grupos da Libertadores. Agora, resta a torcida apoiar o seu treinador e principalmente a sua base. Deixem o Holan trabalhar!

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