• Mariele Gasparin

Os desafios do futebol americano no Brasil

Você já ouviu falar em futebol americano? O esporte mais comum nos Estados Unidos, vem conquistando cada vez mais os brasileiros. Esta é uma atividade que exige muita força bruta de seus jogadores e, apesar do nome, não tem nada a ver com o nosso famoso futebol. Basicamente o jogo funciona assim: cada equipe possui 11 jogadores e o objetivo é que os times somem o máximo de pontos possíveis, porém, existem jogadas que valem mais do que outras, como por exemplo o famoso touchdown, que equivale a seis pontos.


A principal liga de futebol americano é a National Football League (NFL), composta por 32 equipes que são divididas em duas conferências, leste e oeste. A final dessa competição se chama Super Bowl, evento de grande visibilidade no mundo todo, transmitido ao vivo em mais de 180 países. Neste ano, a festa foi comandada pelo cantor canadense The Weeknd. Além de shows, o Super Bowl conta também com spots das principais produções cinematográficas para o próximo verão.


No Brasil, o esporte está se tornando mais popular nas redes sociais, como, Instagram e Twitter. Cada vez mais surgem criações de ligas nacionais, organização de equipes, novos torcedores e praticantes, como é o caso do estudante de Jornalismo, Pedro Bregolin que, além de fã do assunto, possui seu site há três anos. O site, que é voltado para a NFL e futebol americano, leva ao público textos e notícias em primeira mão sobre o esporte. Além do site, Pedro também comanda um podcast que traz as principais notícias com análises e opiniões.



Atualmente, o Brasil possui apenas oito times de futebol americano com reconhecimento nacional, sendo: Corinthians Steamrollers (SP), Palmeiras Locomotives (SP), Vasco da Gama Patriotas (RJ), Recife Pirates (PE), Flamengo F.A (RJ), Cuiabá Arsenal (MT), Coritiba Crocodilles (PR) e Galo F.A (MG). Em Erechim, interior do Rio Grande do Sul, Eduardo Correia de 25 anos joga futebol americano profissionalmente na posição de Free Safety (defesa).


“Jogo há cinco anos no Coroados de Erechim, mas joguei em 2017, por um ano emprestado, para o Ijuí Drones, onde ficamos campeões da Conferência Sul e, em 2019, joguei emprestado novamente para o Buldogs de Vensuares”

foto: divulgação

Eduardo ainda acrescenta que, no Brasil, o esporte não tem muito apoio, porém, vem crescendo cada vez mais. E conclui dizendo que seu time do coração é o Pittsburgh Steelers.


Ao contrário de Eduardo, que joga futebol americano profissionalmente, existem aqueles que jogam por hobby. É o caso do Ycaro Campos, de 24 anos e morador de Belo Horizonte. Em entrevista, Ycaro comenta que já jogou profissionalmente por um ano, mas que agora tem o esporte como um passatempo.


Quando jogava, conta que sua posição era quarterback (equipe ofensiva), mas ressalta que jogar futebol americano no Brasil não é fácil.


“É estranho, pois a maioria da galera não assiste (os jogos) ou se interessa, mas quando veem uma bola de futebol americano querem aprender. O Brasil não tem incentivo para o futebol americano”, relatou o estudante de direito.

Ycaro finaliza dizendo que prefere o futebol americano ao futebol brasileiro, e fala que seu time de coração é o New York Giants. A grande falta de patrocínio faz com que o futebol americano não tenha tanto destaque no Brasil. Mas, felizmente, com a ajuda das redes sociais o esporte vem crescendo e atraindo cada vez mais fãs.




Esta matéria foi produzida em parceria com a minha querida amiga e futura jornalista, Náthaly Neves.

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