• Bianca Lodi

Palmeiras investe forte no futebol feminino e gera incômodo em torcedores

Desde ano passado, pós Copa do Mundo e obrigatoriedade dos clubes da série A em terem times femininos para poderem continuar disputando os campeonatos masculinos, o futebol feminino vem crescendo significativamente.


Alguns clubes como Santos, Flamengo, Vasco e Grêmio, investiam e apostavam na modalidade antes da obrigatoriedade. O investimento sempre foi pequeno, a maioria dos clubes destinavam apenas 1% de orçamento aos times femininos, segundo levantamento feito pelo Jornal Extra. Em 2019, as pressas, muitas instituições começaram a montar e buscar jogadoras para compor o time.


Entre os times que mais investiram em jogadoras e estrutura foram o Corinthians, Santos, São Paulo e Ferroviária. O Palmeiras destinou 4,5% de orçamento ao futebol feminino em 2019, ano em que reativou a equipe e conquistou pela primeira vez a Copa Paulista. Porém, após conquista os demais clubes da capital se destacaram ao longo da temporada e no decorrer algumas posturas internas do time alviverde demonstrou o descaso em promover o futebol feminino diversas vezes.


Visto o crescimento de visibilidade e a percepção dos clubes em relação a rentabilidade do futebol feminino, a temporada de 2020 iniciou com contratações acirradas nos times, investimento forte e incômodo de torcedores masculinos em relação ao investimento.


Nestes últimos dias, o Palmeiras anunciou reforços de peso na equipe feminina para buscar títulos neste ano. Entre as contratações estão, Rosana Augusto, veterana e brasileira com mais títulos conquistados, e que teve uma excelente temporada com a Ferroviária disputando a Libertadores ano passado; Ary Borges, atacante, que foi artilheira do São Paulo e conquistou o Brasileirão Série A2; A meio-campista Angelina, entre outras jogadoras.


O Palmeiras investiu no time feminino este ano e promete vir forte. Diante disso, houve descontentamento e comentários excludentes de torcedores questionando as contratações femininas enquanto na masculina nenhuma novidade. O burburinho na internet nos mostra o quanto a modalidade enfrentou por anos um descaso e esquecimento devido o preconceito. Mas os clubes notaram a proporção que as mulheres estão tomando dentro do esporte.


O futebol feminino vem ganhando o espaço, visibilidade e estrutura que merece, e consequentemente gerando investimento dos clubes na modalidade. O incômodo é necessário para sentirem o que essas mulheres passaram ao longo de 40 anos sem o devido reconhecimento. O ano é delas.

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