• Érica Karina

Paolo Maldini: a lenda rossonera

Minha história de amor com o futebol começou no ano de 2006. Ainda hoje, me arrepia a lembrança da épica final da Copa do Mundo de 2006, protagonizada por Itália e França. Criança, com apenas 10 anos de idade, lembro-me que em dias de jogos éramos dispensados das aulas para acompanhar os jogos da seleção e, que ironia, descobri que apesar de brasileira, meu coração era italiano. Diante da questionada “Squadra Azzurra”, surgiu um verdadeiro amor pelo futebol e, uma imensa admiração por uma geração de craques que honraram a camisa que defendiam.


A Copa daquele ano eternizou na seleção italiana nomes como Fabio Cannavarro, Gianluigi Buffon, Andreas Pirlo, Francesco Totti e dentre outros craques que brilharam na disputa. Tradicionalmente conhecida por formar os melhores defensores do futebol, a Itália teve uma grande e sentida ausência em seu elenco, Paolo Maldini.


Considerado por muitos torcedores como o melhor defensor do futebol de todos os tempos, Maldini recusou a convocação para a Copa de 2006, alegando que tiraria o tempo necessário para se dedicar as pré-temporadas, além do tempo que dedicaria a sua recuperação física devido a idade. Fato é, que a ausência do zagueiro e lateral, lhe tirou a oportunidade de conquistar o tão sonhado título, porém, isso não tira a história de brilho e amor do eterno camisa 3 “rossonero”.


Paolo Cesare Maldini é de berço talentoso, nascido em 26 de junho de 1968, Paolo é filho do ídolo italiano Cesare Maldini. Iniciando sua carreira cedo, Maldini chegou ao Milan aos 10 anos de idade e, sobre ele gerava-se inúmeras expectativas, quais logo se confirmaram, o menino era extraordinário. Jogando na lateral esquerda e, posteriormente como zagueiro, Maldini dominava uma técnica invejável, esbanjava maestria em seus passes, lançamentos e desarmes.

(Foto: Getty Images)

Foram 31 anos dedicados ao Milan, atuando em 25 temporadas, conquistando 26 títulos, marcando 33 gols e atuando em 902 partidas oficiais disputadas com o Milan, além dos prêmios individuais conquistados ao longo da carreira.


Outro amor de Maldini além do rossonero, foi a seleção italiana, onde disputou 125 partidas e marcou sete gols. Em seu currículo pela Azzurra, estão quatro participações na Copa do Mundo (1990, 1994, 1998 e 2002) e três participações na Eurocopa (1988, 1996 e 2000).


Anunciando sua aposentadoria da seleção após a Copa de 2002, Maldini defendeu o Milan por mais sete anos, anunciando sua aposentadoria dos gramados na temporada 2008/09. Marcante, a despedida do craque rossonero aposentou a camisa 3 do clube, a qual só voltará a ser usada por outro Maldini (filho, neto).


Como nascem as lendas? Ou melhor, como são criadas as lendas? Jogadores com uma estante com incontáveis troféus? Também, mas não é somente isso. As lendas do futebol são maiores que um currículo de conquistas, as lendas possuem algo muito maior que os prêmios, são jogadores que ao longo de suas carreiras conquistaram o amor dos torcedores, se identificaram com os clubes que defendiam, honraram o manto. São insubstituíveis na memória dos torcedores.


De incontáveis maneiras Paolo Maldini é um ídolo, uma lenda. Em campo assumiu com maestria as responsabilidades de capitão, inspirou jovens atletas não somente no Milan, mas em vários clubes e países, dedicou a vida defendendo seu clube de coração. Maldini escreveu sua história no futebol de forma magnífica.

Quando me perguntam sobre os maiores jogadores, Cristiano Ronaldo e Messi sem dúvidas estão entre eles, mas, nesse rol, não posso não mencionar o maior zagueiro e lateral que vi jogar, Paolo Maldini. Contam-se muitas histórias aos filhos sobre craques do futebol, eu, sem dúvidas contarei que tive o privilégio de ver Paolo Maldini jogar e, jogar de forma majestosa.

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