• Karoline Tavares

Por que a redução do valor de ingressos nos estádios ainda incomoda?

Atualizado: Jul 24

Recentemente, o Vasco da Gama anunciou uma promoção que o ajudou a chegar à marca de 183 mil sócios-torcedores (até o fechamento deste texto), tornando-se, assim, o time de futebol com mais sócios do Brasil, ultrapassando (e muito) o até então líder no quesito, Flamengo. O aumento considerável em apenas duas semanas (inicialmente, o clube tinha 42 mil sócios) começou com uma campanha de Black Friday, que concedia um abatimento de 50% noa valores de sócio-torcedor.

Durante a ação, que baixou os valores a preços mais populares, muitos torcedores de outros times se manifestaram, de modo irônico, ao barateamento do sócio-torcedor do Vasco. Mas essa não é uma ação isolada. Sempre que um clube quer mais pessoas no estádio, principalmente diminuindo os preços dos ingressos ou fazendo promoções, há quem faça reclamações e comentários depreciativos (rivais e até de torcedores da própria equipe) nas redes sociais.


O artigo 21 do capítulo V do regulamento do Campeonato Brasileiro estipula que o valor mínimo para a cobrança de ingressos nos estádios é de R$ 10, a inteira e R$ 5, a meia.

Por que o barateamento da entrada no estádio ainda incomoda tanto algumas pessoas? O futebol, enquanto esporte mais popular do nosso país, deveria, sim, ser mais acessível a quem o quiser acompanhar, como na época das famosas "gerais", setores que cobravam menos pela entrada. Esse tipo de ação, que tem acontecido com mais frequência no Brasil, é positivo para os clubes, que, no final das contas, acabam recebendo bons públicos e uma receita interessante, para os torcedores que normalmente não tem acesso ao elitismo que querem transformar os estádios, e para o futebol como um todo, que só tem a ganhar com o belo espetáculo das torcidas.

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