• Bianca Lodi

São Paulo e a busca pelo tetra, relembre a trajetória na Libertadores

Três vezes campeão da Libertadores, o São Paulo vai em busca do Tetra em 2020.

Com o retorno da competição após paralisação, o time comandado por Fernando Diniz enfrenta o River Plate, no Morumbi, dia 17 de setembro


O São Paulo que perdeu na estreia por 2 a 1 para o Binacional, e venceu o último jogo antes da paralisação contra a LDU por 3 a 0, garantiu a vice-liderança do grupo D, com três pontos, passando o time equatoriano no saldo de gols. O River Plate é o líder da chave, com os mesmos três pontos, mas com cinco gols de saldo graças à goleada por 8 a 0 sobre o Binacional, na Argentina.


Em confronto direto e um dos jogos mais aguardado da chave D, River e São Paulo, irão se enfrentar no retorno da competição, no Morumbi, dia 17 de setembro, às 19h00.


O Tricolor Paulista fez uma boa campanha nos primeiros jogos da Libertadores, com bom posicionamento tático em campo de ataque e com bons passes. Entretanto, fica a preocupação de como será o desempenho no retorno da competição, visto que o time de Fernando Diniz, vem sendo cobrado e pressionado, diante da eliminação do Campeonato Paulista e sequência de jogos com resultados ruins.


Trajetória do São Paulo na Libertadores

(foto: divulgação)

Empatado com Grêmio e Palmeiras em participações no campeonato mundial, o São Paulo está na competição pela 20ª vez, com um retrospecto de 183 partidas, 90 vitórias, 43 empates e 50 derrotas.


Tricampeão mundial, o Tricolor do Morumbi, de Telê Santana, foi bicampeão continental dois anos seguidos. Em 1992, venceu o Newell’s Old Boys, com decisão nos pênaltis, por 3 a 2, após defesa espetacular do goleiro Zetti, em cobrança de Gamboa, e 105 mil torcedores invadiram o gramado do Morumbi. Em 1993, o São Paulo garantiu à taça após vencer a Universidad Católica, no primeiro jogo por 5 a 1, em casa, e perdendo no jogo final por 2 a 0, no Estádio Nacional Santiago Chile. Em 2005, faturou o tri, sob comando de Paulo Autuori, em um jogo emocionante de final de Libertadores, ganhando de 4 a 1, contra o Athletico Paranaense.


Em três finais o São Paulo chegou bem perto de levantar o caneco, mas saiu derrotado de campo no torneio de 1974, contra o Independiente, 1994 diante do Vélez e em 2006, com confronto decisivo entre brasileiros, contra o Internacional. O Tricolor deixou a disputa nas semifinais em quatro ocasiões, em 1972 (primeira participação do time no campeonato), 2004, 2010 e 2016, ano em que participou da Libertadores pela última vez e caiu diante do campeão Atlético Nacional, da Colômbia. Em 2008 e 2009, o São Paulo caiu nas quartas de final.


Nas oitavas de final, o sonho de ser campeão da Libertadores foi interrompido por três vezes, sendo 2007, 2013 e 2015. E em 1978, 1982 e 1987, o Tricolor não avançou às fases finais. Já em 2019, o clube paulista realizou a pior campanha de sua trajetória no campeonato continental. Na segunda fase preliminar, perdeu o jogo de ida para o Talleres por 2 a 0, na Argentina, e empatou sem gol na volta, no Morumbi, sendo eliminado da competição disputando apenas duas partidas.

Na trajetória do São Paulo na Libertadores, alguns atletas se destacaram durante as campanhas. Em 1992, o meia Raí marcou a história do clube, ao marcar o gol decisivo que levou à final para decisão nos pênaltis. O capitão do time, levantou o troféu da primeira conquista da equipe paulista. O atacante Muller também deixou sua marca ao conquistar, com o São Paulo, o bicampeonato, em 1992 e 1993.


Já o goleiro Rogério Ceni, sendo o jogador que mais vestiu a camisa de um mesmo clube na história do futebol mundial, também foi bicampeão da Libertadores em 1993 e 2005, sendo que, na segunda vez, deixou muitas marcas na competição. O M1TO, apelido dado pela torcida Tricolor, foi escolhido como melhor jogador da Copa Libertadores da América, melhor jogador da final do campeonato mundial - chave de ouro Toyota, e melhor goleiro da Copa Libertadores da América.

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do Futebol Por Elas

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