• Karoline Tavares

Santiago Bernabéu: histórias de um dos maiores palcos do futebol mundial

O Estádio Santiago Bernabéu, ambiente de inúmeros jogos históricos, está passando por uma grande reforma desde junho de 2019. Dentre as mudanças que ocorrerão estão a presença de um novo teto retrátil, painel que mostrará imagens fora do estádio, lojas oficiais do Real Madrid, espaços para eventos, reforma no tour do local e alterações estruturais no entorno do local.


(foto: Real Madrid / divulgação)

Na última quinta-feira (7), inclusive, o Real Madrid divulgou imagens do gramado e das arquibancadas brancos, devido à nevasca que caiu em Madri, uma das maiores dos últimos anos. Isso porque o estádio está sem a cobertura. Por enquanto, o time merengue está recebendo os adversários no estádio Alfredo Di Stefano, no CT de Valdebebas. As obras devem acabar na temporada 2022/2023. O valor aproximado da reforma e estimado em 575 milhões de euros (R$ 3,8 bilhões).


Um pouco de história

Quem via o Santiago Bernabéu com toda a beleza apresentada em dias de jogos ou de comemorações de títulos conquistados pelo Real Madrid, não imagina como tudo começou. A imponente casa dos merengues já foi palco de grandes conquistas da equipe da capital espanhola, mas também já presenciou partidas amargas para os blancos.


O Santiago Bernabéu foi fundado apenas em 1947, sob o nome de Estádio Real Madrid Club de Fútbol. Antes disso, a equipe madridista realizava os jogos, primeiramente, em um terreno conhecido como Campo de O’Donell, arrendado pela rainha Cristina, e, posteriormente, no Velódromo da Cidade Lineal, que foi adaptado por um designer para receber as partidas de futebol. Em 1924, o clube construiu o Campo do Real Madrid Fútbol Club, conhecido popularmente como Chamartín, com capacidade para 15.000 pessoas e que seria a casa dos blancos por 23 anos. Depois de várias reformas, o estádio passou a ter capacidade de 25.000 espectadores


Depois da Guerra Civil Espanhola terminada em 1936, a região de Chamartín ficou destruída. Muitos dirigentes do Real Madrid haviam morrido ou simplesmente desaparecido, e alguns troféus da equipe foram roubados. O Velho Chamartín só foi reaberto em 1939, para o dérbi madrilenho, com a vitória dos merengues sobre os colchoneros por 2 a 1.


Nesse momento, Santiago Bernabéu foi eleito presidente do clube espanhol, e seu principal objetivo era reestruturar a equipe e torná-la grande novamente. Uma das propostas para isso foi a construção de um estádio de limites faraônicos, com capacidade para 100.000 torcedores. O Novo Chamartín tornou-se, em dezembro de 1947, o melhor estádio da Europa e um dos mais modernos do mundo. Só que Bernabéu ainda não estava satisfeito com a construção do Estádio Real Madrid Club de Fútbol. Ele queria mais. Foi aí que, a partir de 1952, o objetivo da nova reforma era de aumentar a capacidade para mais de 125.000 pessoas. Em 1955, os sócios decidiram que o estádio levaria o nome do presidente que o reergueu, e assim foi: Estádio Santiago Bernabéu.


Desde então, a casa dos merengues passou por novas reformas. Uma delas aconteceu para a Copa de 1982, onde a capacidade se reduziu para 98.776 assentos, além de aumentar a iluminação, adaptar o estádio para as novas tecnologias de transmissão dos jogos e a cobertura de três quartos do total de cadeiras do local.


Com a chegada de Florentino Pérez à presidência do Real Madrid, no começo dos anos 2000, novos e ambiciosos projetos tiveram início. Primeiramente, o “Projeto Líder XXI”, onde foram adicionados como serviços aos sócios e outros torcedores um número de telefone exclusivo para informações sobre o clube, além da nova redução de assentos para 75.000. Depois disso, o Santiago Bernabéu passou a contar com quatro restaurantes, com o Tour Bernabéu e com a maior loja de esportes do planeta. Em 2007, foi incluído na categoria de “Estádio de Elite” pela UEFA.

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