• Andressa Souza

Semana do Goleiro: para sempre, Jeff

Todo mundo tem um sonho, sonhos movem o ser humano. E assim, não poderia ser diferente com o nosso ídolo. Jefferson cresceu em família pobre e foi por meio do esporte que viu a oportunidade de uma vida melhor para ele e aqueles que ama. Sempre ligado ao esporte, Jeff iniciou como velocista, mas trocou as pistas do atletismo pelo campo. Ele queria ser atacante e iniciou no futebol sem luvas. Contudo, o destino fez como que ele se tornasse goleiro.


Considerado um dos melhores goleiros de sua época, iniciou a carreira profissional no Cruzeiro e chegou a jogar por duas oportunidades em equipes da Turquia, mas foi no Botafogo, clube que ele defendeu por duas vezes, que consolidou sua vida profissional. Em 2010, Jefferson parou o Adriano. A defesa do pênalti batido pelo craque do Flamengo foi decisivo naquela final do carioca. O clube alvinegro vinha de 3 anos consecutivos perdendo o título para o time da Gávea. A partir daquele momento, o goleiro mostrava o seu valor e passou a crescer profissionalmente.


foto: Rafael Ribeiro / CBF

Em julho daquele mesmo ano, Jeff recebeu sua primeira convocação para a seleção principal. Na seleção canarinho, foi campeão da Copa das Confederações em 2013 e do Super Clássico das Américas em 2011, 2012 e 2014. No entanto, sua carreira na seleção é marcada por defesas que fizeram história. Impossível não relembrar o pênalti do Messi defendido por ele em 2014, na vitória do Brasil contra a Argentina no Super Clássico das Américas. Além disso, o goleiro venceu uma enquete do globo esporte, que elegeria a defesa histórica da seleção brasileira. Com 47,79% dos votos, a escolhida foi a que, em 2015, evitou o gol de Benzema dentro da pequena área. O jogo era um amistoso contra a França. Desse modo, o goleiro desbancou nomes como Júlio César, Taffarel, Dida e Marcos.


Jogador de seleção, a torcida botafoguense sabe que Jefferson nunca deu motivos para que duvidasse da identificação do jogador com o clube alvinegro. Em 2014, foi o ano do nosso goleiro. Porém, o ano não terminou como o nosso craque gostaria. Ano de rebaixamento do time que defendia. Jefferson selou de uma vez por todas não só sua identificação com o clube, mas também o seu amor. A imagem do capitão embaixo do gol após a rodada que marcou a queda do Botafogo para série B, todo Botafoguense sabe que ela pode demonstrar tristeza, mas também gratidão. A torcida do alvinegro carioca sofria, mas tinha a segurança de que não estava sozinha. O goleirão sofria junto com eles. E mesmo rebaixado, foi considerado o melhor goleiro do campeonato da Série A daquele mesmo ano.


Goleiro reconhecido em seu país, sendo considerado o melhor do campeonato e convocado para a seleção, poderia ter escolhido jogar a série A em 2015 ou na Europa. Apesar disso, Jefferson sempre disse que a identificação com o clube é fator primordial para o sucesso de um jogador. E assim, ele ficou, jogou e foi campeão da série B. Lealdade e protagonismo são adjetivos que são acrescentados ao nosso ídolo. Aposentado em novembro de 2018, deixa seu legado na história do Glorioso.


O terceiro jogador que mais vestiu a camisa do Botafogo, só perdendo para os maiores ídolos do clube (Nilton Santos e Garrincha). Jefferson de Oliveira Galvão representa o que é ser ídolo para os botafoguenses que não tiveram a oportunidade de vibrarem com grandes momentos do passado do Botafogo.

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