• Márcia Becker

Semana do Goleiro: Wilson Rodrigues Júnior, um exemplo a ser seguido

Atualizado: Jul 24

Wilson Rodrigues Júnior, ou apenas Wilson, é atualmente goleiro do Coritiba Football Club. Nascido em 31 de janeiro de 1984, na cidade de Santo André, fez história na maioria dos clubes em que passou. Sua postura profissional somado a dedicação dentro de campo, lhe tornam um atleta que deixa saudades por onde passa.


Iniciou sua carreira no futsal, onde passou por alguns clubes, até receber o convite para atuar no Flamengo. Em 2003, ganhou uma oportunidade nas categorias de base do clube rubro-negro e, em 2005 se profissionalizou. Teve passagens rápidas nos clubes cariocas, Portuguesa-RJ e Olária.


Em 2007, um pouco mais experiente, foi emprestado ao Figueirense, clube de Santa Catarina. Sua estreia foi em um clássico, contra o Avaí, no dia 14 de fevereiro. O Alvinegro vinha pressionado pelos maus resultados no Campeonato Catarinense, mas superando as expectativas fez defesas fundamentais, que consolidaram o placar de 3 a 0 para o Furacão do Estreito.


Aos poucos o arqueiro foi conquistando seu espaço, colecionando defesas difíceis e uma postura de líder dentro de campo. Participou de um acesso e um título estadual, mas apesar dos momentos bons, eram nos conturbados, que ele mostrava seu valor. Esteve com o clube em dois rebaixamentos e chegou a incrível marca de 331 jogos, se tornando o goleiro que mais defendeu a meta do Figueirense. O atleta também pode comemorar a fama de artilheiro, onde marcou três gols. Dois de pênaltis e um de falta.


Sua história rendeu muitas alegrias para o torcedor, que até hoje explana sua imagem em um dos bandeirões, que circulam com carinho nas arquibancadas. Afinal, não é sempre que se completa mais de 300 jogos no mesmo clube. A relação de Wilson com o Figueirense, terminou no fim de 2012, depois do rebaixamento da equipe para a Série B e de uma relação conturbada com a diretoria.


No ano seguinte, Wilson foi contrato pelo Vitória da Bahia, de forma tímida chegou para disputar espaço com outros goleiros. Sua estreia foi somente em março, quando o titular da meta, Deola, acabou se lesionando durante um treinamento. Com a lesão do companheiro, sua prova de fogo foi na final do Campeonato Baiano, onde ajudou a equipe a levantar o troféu de campeão no clássico Ba-Vi, pelo placar de 1 a 1.


Já no Brasileirão daquele ano, se destacou na campanha do time, sendo o goleiro que mais fez defesas difíceis com 81. Wilson ficou no Vitória até 2014 quando se lesionou e acabou virando reserva. Quando se recuperou, não conseguiu recuperar o seu espaço e optou por rescindir seu contrato. Sua passagem foi marcada por um título estadual, 78 jogos - se tornando o goleiro que mais defendeu o clube durante um Campeonato Brasileiro - e o apreço da torcida.


No Coritiba, viveu idas e vindas, até retornar novamente para o clube em 2020. O arqueiro chegou em 2015 no clube, sob desconfiança, mas conquistou o apreço da torcida e da diretoria. O goleiro chegou a marca de 210 partidas pelo Coxa, sendo o quarto goleiro que mais atuou com a camisa coxa-branca.


Além das defesas, Wilson também virou referência no ataque. O arqueiro fez dez gols pelo Coritiba, sendo um em 2016, dois em 2017, cinco em 2018 e dois em 2019. Sua importância dentro de campo, lhe rendeu a braçadeira de capitão por algumas temporadas. Quando a situação apertava, era ele quem assumia a responsabilidade. A frente do Coxa, conquistou dois títulos.



A situação começou a mudar quando o Coritiba foi rebaixado e as atuações de Wilson começaram a ser questionadas. Já na Série B, em 2019, sofreu uma lesão, que lhe afastou dos gramados, deixando a posição para seu sucessor Alex Muralha. E quando se recuperou, não conseguiu voltar a ser titular, se transferindo por empréstimo para o Atlético-MG por quatro meses. Por lá, sua atuação foi apagada, atuando por apenas três jogos.


No fim de 2019, retornou novamente para o Coritiba, onde tem contrato até o final de 2020 e espera cumpri-lo. Atualmente disputa espaço com seu companheiro Alex Muralha. E mesmo com a posição de reserva segue com a idolatria e respaldo no clube e torcida.


Wilson Rodrigues de Moura Júnior, ou apenas Wilson, conseguiu o que poucos atletas conseguem durante a carreira: marcar o nome na história de diferentes clubes. Seja no Figueirense, Vitória ou Coritiba, com sua postura exemplar dentro e fora de campo, acumulou títulos, marcas e defesas de tirar o fôlego. Sorte do torcedor que um dia pode tê-lo no time, já que nunca escondeu o quanto é grato por cada clube que o acolheu. O arqueiro artilheiro. Vida longa nos campos de futebol.


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