• Carla Dayube Nunes

Sete vezes Fluminense

Após oito lutando com a tabela do Campeonato Brasileiro pela permanência na Série A, o Tricolor Carioca garantiu sua vaga na pré-libertadores, com chances de ir direto à fase de grupos, e surge como o azarão de 2020/2021


“Os ex-grandes que correm risco”, de acordo com Milton Neves. “Com toda realidade do mundo, gente, o Fluminense briga esse ano. O negócio do Fluminense é ficar na série A! É a minha opinião! A minha opinião, é que o Fluminense na minha opinião tem um time fraco, algumas pessoas se iludiram porque chegou numa final, ganhou a Taça Guanabara e ganhou alguns jogos, tem o Nenê, que é um jogador diferenciado, mas gente, é um time extremamente limitado. O Fluminense vai brigar da tabela pra baixo! Não é o que o Odair Hellman é ruim. Não, cara, é um time limitado! O Fred, é um bom jogador, é um goleador mas é um jogador mais fim de carreira, vai fazer um gol aqui, vai fazer um gol ali...é um time assim, cara!”, Benjamin Back, na Fox Sports Radio.


“ Eu vos digo que o melhor time é o Fluminense. E podem me dizer que os fatos provam o contrário, que eu vos respondo: pior para os fatos" - Nelson Rodrigues

foto: divulgação

Na última segunda-feira (15), pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro mais atípico de todas as edições, o Tricolor das Laranjeiras venceu o Ceará fora de casa, no Castelão, por 3 a 1. A partida foi apenas uma exposição superficial da base do time, situada em Xerém. Com gols de John Kennedy, Martinelli e Samuel, todos da base, Fluminense demonstrou estar preparado, sem grandes contratações por conta dos processos e do momento financeiro difícil, que prepara jogadores para disputar campeonatos e não se enrolar em meio à dívidas.


Mediante o resultado, Fluminense chega ao 5º lugar (SURPRESA!) na tabela do Campeonato Brasileiro, e segue firme e forma, na parte da cima, lutando pela 4ª posição para que vá direto para a fase de grupos da competição mais cobiçada pelo clube.


Depois da vitória sobre o Ceará e com a derrota do Corinthians no domingo anterior (15), o azarão garantiu sua vaga na Libertadores pela 7ª vez desde 2013. Suas passagens pela competição aconteceram em 1971, 1985, 2008, 2011, 2012 e 2013. Mas até hoje, a torcida tricolor, os jogadores e o técnico, amargam o vice-campeonato de 2008.


Em um time com Fernando Henrique (cria da base), Gabriel, Thiago Silva (também cria da base, conhecido como o Monstro da Torcida Tricolor), Luiz Alberto, Júnior César (cria de Xerém), Ygor, Arouca (base), Conca, Thiago Neves, Cícero, Washington Coração Valente (apelidado carinhosamente pela torcida) e Renato Gaúcho no papel de técnico, o time com uma campanha impecável na competição, e com uma final linda proporcionada pela torcida, calou o Maracanã nas disputas de pênalti, onde o goleiro do time rival (LDU), defendeu três penalidades.


Os jogos da final também foram marcados por problemas no estádio do rival, arbitragem questionável e muita indignação. Foi o mais próximo que os Tricolores chegaram perto da taça. Ainda sem nenhum título internacional, com mais uma oportunidade de chegar perto da Taça tão desejada, não há o que prever.


Os comentaristas continuarão fazendo o seu trabalho, analisando times, plantel, técnicos, situação financeira e de estrutura. Mas, uma coisa que não se pode mensurar é a vontade, a sorte, a paixão, principalmente vindo desses meninos que tem força, juventude, vontade e querem fazer bonito, para subirem de vez para o grande sonho de ser um jogador profissional.


E que maneira melhor de fazer isso, conquistando uma taça na Libertadores da América, dando à torcida aquilo que há anos vêm cobiçando? Em uma competição, não se pode subestimar ninguém e muito menos tentar apequenar a história de um clube que ajudou a criar a história do futebol no país do futebol. Quando a torcida coloca em suas faixas “Nós somos a história”, não é coisa pouca.


Qualquer torcedor de futebol, independente de clubismo, sabe o que isso significa. Que venha a raça, a bola rolando, o jogo que tanto amamos, os golaços, as pinturas. Futebol realmente é uma arte - a arte do imprevisível, a arte dos 90 minutos em campo. Obrigada, Oscar Cox, sem você, imagino como seria ou se teríamos tantos momentos de alegria e os clubes que amamos.

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