• Stephany Locatelli

Zito: o eterno capitão

José Ely de Miranda nasceu no interior de São Paulo, em Roseira, no dia 8 de agosto de 1932. Talvez vocês o conheçam por outro nome, aquele que foi eternizado na história: Zito. Ele começou sua carreira no Taubaté e aos 19 anos foi contratado pelo Santos. E foi no time alvinegro que fez história.


Zito foi muito mais que um grande jogador da história do Peixe. Foi um líder e isso o marcou. O ‘Gerente’ era o líder do time dentro de campo e tinha carta branca para comandar a equipe: a motivação para continuar marcando e fazendo gols mesmo quando o time já tinha uma vantagem no placar. E ele não tinha favoritos, a cobrança era para todos, inclusive para Pelé. Quem não tremia com as broncas do eterno capitão?


Para o volante ficar apenas na marcação não era suficiente, era preciso mais e assim o fazia: aproveitava as brechas que os adversários davam para infiltrar-se e deixar sua marca com bola na rede. Não atoa “sexto atacante” era também um de seus apelidos tendo feito 57 gols. Ele é o terceiro jogador com mais partidas pelo Peixe, foram 733 perdendo apenas para Pelé e Pepe. Na seleção brasileira, Zito somou 52 jogos e 3 gols. Participou de três Copas do Mundo e teve um papel importante nos títulos de 1958 e 1962.


Após a aposentadoria, Zito trabalhou nas categorias de base do Santos e foi responsável por revelar grandes nomes: Neymar e Diego estão entre os principais.


Zito faleceu no dia 14 de junho de 2015. O Santos fez várias homenagens, entre elas a letra “Z” no lugar do “C” na faixa de capitão. O que permanece assim até os dias atuais. Dois anos mais tarde, o Santos inaugurou uma estátua na praça em frente ao estádio do time que carrega o nome dos vinte títulos conquistados pelo jogador. Belas homenagens a um dos grandes nomes que ajudaram a escrever a história do glorioso alvinegro praiano.

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